Second Victims (2025), Zinnini Elkington
Acabei Second Victims de rastos. Não propriamente porque o filme faça algo de radicalmente novo na linguagem visual. Pelo contrário, trabalha dentro de uma gramática que se tornou quase dominante naquilo que chamo harsh realism : câmaras muito próximas dos rostos, profundidade curta, montagem rápida, corpos comprimidos pelo enquadramento, pouco espaço para respirar. É uma linguagem que procura eliminar a distância entre espectador e personagem, colocando-nos quase fisicamente dentro da pressão emocional. Pensei várias vezes em Adolescence (2025) , embora aí o efeito seja conseguido de forma quase inversa: sem montagem visível, através de plano-sequência, obrigando a que toda a tensão seja construída pela encenação, pela deslocação dos atores e da câmara dentro do espaço. Mas aquilo que verdadeiramente me destruiu em Second Victims foi Alexandra. O filme começa por fazer dela o nosso farol. Alexandra é extremamente competente e humana, atenta aos pacientes e aos colegas. Não é apenas ...