The Fall of Hyperion (1990), do excesso de space opera
Adorei Hyperion (1989) . O primeiro volume foi uma surpresa. Um universo denso, estranho, nem sempre compreensível, mas sustentado por uma arquitectura suficientemente sólida para nos fazer acreditar que tudo aquilo existia para além do que era explicado. O livro nunca precisa de revelar as regras de como tudo funciona, e isso é, em parte, a força do seu encanto. The Fall of Hyperion (1990) começa ainda dentro desse mesmo universo. Não existe uma verdadeira quebra entre os dois volumes. As personagens continuam, os conflitos avançam, e Simmons começa a responder às perguntas deixadas em aberto. Durante bastante tempo, ainda sentimos que estamos dentro do mesmo romance. Existem partes extraordinárias. Ummon é provavelmente a melhor criação do segundo volume. A conversa entre a inteligência artificial e o cíbrido Joseph Severn é um dos momentos em que Simmons consegue elevar a ficção científica para um plano conceptual muito pouco habitual. Não se limita a apresentar uma IA p...